May 3 2010

Babá não é escrava

Quero compartilhar com vocês meu total desprezo por esse hábito besta que algumas famílias brasileiras têm de carregar a babá, vestidinha de branco, pra cima e pra baixo como se ela fosse uma escrava a ser exibida. Via muito isso nos shoppings centers de SP e muito antes de mudar para os EUA já ficava horrorizada com essa prática. A família toda almoçando e a babá de branco segurando uma criança pirracenta no colo enquanto a mãe finge que não vê. Ninguém conversa com a babá, porque embora ela esteja junto com a família a roupa branca deixa claro que ela não faz parte dessa família e a palavra só é dirigida a ela para se referir a criança de quem ela cuida enquanto os pais comem e tagarelam como se ela não estivesse presente.

Algumas famílias têm duas babás, uma para a semana e outra para o fim de semana (tomar conta dos próprios filhos por dois dias deve ser algo assim insuportável). Já viram fotos de celebridades brasileiras em aniversário de criança? Tem mais babá do que criança. A babá vai vestida de branco para não deixar dúvida de que ela não passa de uma serviçal. Entendo que algumas famílias precisam de uma babá, o que não entendo é a necessidade de carregar a babá para os passeios e as compras e ainda fazê-la vestir aquele uniforme branco lazarento. Pior é que quem faz isso acha que está sendo chique, que a babá de branco confere um certo status. Afe, que coisa mais terceiro mundo!

Não faço parte do grupo de paga paus que cegamente acreditam que tudo nos EUA é melhor do que tudo no Brasil. Vejo aqui coisas que também não gosto e não aprovo. Mas algo que acho ótimo é o fato de nunca ter visto americanos carregando a babá nos passeios/compras/viagens de família. Isso não é comum aqui nem mesmo entre as celebridades. Na verdade, uma americana média nem sequer tem babá, mas as que têm não ficam com essa besteira de exibir a moça por aí como se fosse bonito mostrar para os outros que você é incapaz de cuidar de seu próprio filho num simples passeio ao shopping. Meu marido me disse que os únicos lugares no mundo onde ele viu essa besteira foi no Brasil e na Índia. Que coisa mais esnobe e brega!


34 Responses to “Babá não é escrava”

  • camila Says:

    Semana passada mesmo vi uma foto daquela Ingrid Guimaraes com a filha e a baba a tiracolo. A baba, de roupa branca. Nao consigo entender. E podridao demais. Outra coisa que nao consigo entender sao as maes andando ao lado da baba, que empurra o carrinho, ou carrega a crianca. Pra onde esse povo esta indo que nao pode carregar a crianca, empurrar um carrinho ou ir sozinha pros lugares? Tem que carregar a baba? Ate pra festa de aniversario? Realmente nao entendo. E tambem nao entendo essa mania de brasileiras de reclamar de cuidar de filhos sem empregada ou baba. Falam como se fosse o fim do mundo, uma coisa impossivel. Pra que teve filho entao? E essa coisa de ter "folguista" de fim de semana? Gente, eu fico abismada.

  • camila Says:

    Ah, esqueci de dizer do pior. Quando voce ouve a mulher falar "sobrevivi o sabado sem baba sozinha com os dois filhos". WTF?

  • Elaine Says:

    Nossa! Que alívio encontrar alguém que fica indignado com isso, assim como eu. Tem muito brasileiro esnobe. Eu acho essa necessidade de serem reconhecidos como ricos tão brega!! Quando não é a baba, é o cachorro que levam para passear no shopping, vestido de gente e às vezes usando botas! Quanta bobagem, quanta futilidade… Fico aqui pensando que filho hoje em dia virou acessório fashion, assim como a babá e a bolsa marc jacobs que essas ricas senhoras carregam.

  • Dri Miller Says:

    Nossa, acho o fim!
    Reconheco que as vezes eh preciso uma ajuda, seja pq ambos os pais trabalham fora, ou porque mesmo a mae full time precisa de uma brecha pra ela mesmo e pra cuidar de outras coisas ao longo da semana, mas algo que seja tipo, umas horinhas por semana.
    Mas essa coisa de ter que ter baba, como cuidar do proprio filho fosse o pior emprego do mundo (pra que ter entao?!?!), eh como ter empregada no Brasil.
    Apesar de ter uma faxineira que vem de vez em quando, me assusto quando minhas amigas ficam indignadas com o fato de que eu NAO tenho empregada todos os dias… algo do tipo "como assim vc cozinha sua propria comida, lava e passa sua propria roupa, e limpa sua propria privada?!?!?!"
    E nao entendem que apesar de nao morrer de amores por tarefas domesticas, elas fazem parte da vida, e prefiro usar meu dinheiro com outras coisas que me dao mais prazer doque pagar alguem pra cuidar de minha propria casa.

  • Georgia Says:

    E depois o brasileiro vem dizer que nao tem preconceito. Tb acho o fim da picada algo assim. Se cuida do filho dela como se fosse seu acho que se poderia ter muito mais consideracao por uma pessoa assim. Infelizmente esse mundo é podre.

    Eliane, a Flavia do blog O que elas estao lendo vai estar nos EUA.
    Ela gostaria se possivel de se encontrar com algumas das brasileiras que vive nessa terrinha. Como nao sei se ela estará longe de vc ou nao, poderia escrever para o meu email para eu te dizer onde ela vai estar? E quem sabe se vc se escontrariam?

    Um beijao Georgia

  • Bia Mendonça Says:

    Eu cresci com duas babás que eram como se fosse parte da família. Para falar a verdade, lá em Salvador, eu nunca vi muito isso de ficar exibindo a pobre mulher vestida de branco (ou a cor que fosse), não sei se eu era muito distraída ou se realmente não acontece muito!

    bjos

  • Luz Says:

    Eu nao sei o que nasceu primeiro: a realidade para ficcao ou a ficcao para realidade. Em outras palavras, as babas vestidas de branco sairam das novelinhas das TVs brasileiras ou essa eh uma pratica antiga na sociedade?
    Independente de onde tenha vindo, concordo com Eliane e as outras leitoras, essa eh uma pratica esnobe e preconceituosa. Como Bia Medonca citou acima, nunca vi algo parecido em cidades da Bahia mas pelas minhas andancas em outros estados, ja observei e de fato acontece. A televisao aqui foi citada, porque eu penso que ela eh grande influenciadora de tais ideias e praticas. Eh todo mundo que copia o cabelo, o corpo, o peito e tentando viver como personagens de TV. Todo mundo igualzinho. Quem assiste, pode ver ilustrada com perfeicao a mesmissima cena citada por Eliane. A baba sem voz e vez com uma criatura no colo. Invisivel.

    Super abraco,

    Luz

  • Anonymous Says:

    Olá Eliane…nossa, concordo plenamente com você. Eu não entendo essa necessidade de exibir a babá. Outro dia fui a uma festinha infantil, domigão a tarde, ensolarado e lá vem a mamãe, com a babá "uniformizada" empurrando o carrinho. A criança (de colo ainda, uns 8-9 meses) esperneando e a mãe fingindo que não era com ela. A babá balançava, chacoalhava e tal mãe nem ai. Faça-me o favor…que cena! Bjs Cintia

  • Eliane Pechim Says:

    Vocês resumiram muito bem meu modo de pensar. A cena da babá empurrando o carrinho de bebê é clássica e via muito em Vitória, no calçadão. Como disse a Dri e a Bia, não tem nada de errado em se ter uma babá, que às vezes não só é necessária como ajuda a mãe a ter tempo para si mesma, o problema é a maneira como a babá é tratada e essa maldita roupa branca para exibição. Concordo com a Luz que a tv ajuda a perpetuar esse tratamento escravista, mas não é culpa da tv, acho que o problema é mais antigo do que a própria tv. É uma coisa cultural mesmo, mas que eu detesto, rejeito e acho ridícula.

  • Eliane Pechim Says:

    Dri: esse lance da empregada todo dia é outra coisa que me irrita e você pontuou muito bem. Eu também não tenho empregada todo dia e como acontece com voce já me perguntaram por que não pago a moça para vir todos os dias. Ora, é como voce disse: ninguém gosta de limpar, mas também não vai cair minha mão cuidar da minha própria casa. Mesmo porque, elas aqui cobram por hora, entao todo minuto é precioso. Vou pagar para a moça colocar roupas na washer se eu mesma posso fazer isso e de graça? Eu sou pela praticidade e pela economia. Mas no Brasil muita gente pensa que para provar que tem dinheiro você tem de mostrar. Brega, super brega! Beijo

    Elaine: eu me cocei para comentar sobre os "cachorros de madame" mas deixei pra lá para não perder o foco do post, mas assim como acontece com você, essa gente que trata cachorro como se fosse gente também me irrita profundamente. No fim, usam ou a babá ou o cachorro como símbolo de riqueza e status – ou ambos – o que acho brega pra caramba. Beijo

    Cintia: festa infantil é ótimo local para observar como a patroa trata a babá, né? Não entendo por que parece tão horrível levar sozinha o filho pra uma festinha. Só pra ficar de papo em paz com as comadres? Quem quer ter paz nem tem filhos. Muito desnaturadas. Beijo

  • Fernanda Says:

    Brega! Entendi direitinho seu ponto…o caso nao ter baba, mas a mentalidade, querer expor. E tambem essa de ter que ter a baba a todos os momentos, todos os dias e ocasioes, festinhas, fins de semana, viagens, acho estranho. Penso como a Dri Miller, se e assim tao impossivel cuidar um pouco do proprio filho por um momento que for, por que te-los?

  • secondlife Says:

    Eliane, no Rio de Janeiro a maioria das madames possuem de 1 a 2 babas que alem de levarem as criancas a praia sem os pais, tb levam elas ao shopping e parquinho. Familia junto de baba e coisa rara de se ver ou so ocorre aos finais de semana.
    Sentada um dia com minha filha no shopping, conversei com uma baba vestida de branco que me informou que o conceito da vestimenta e derivado de que "baba e uma ama e uma quase nurse por cuidar da crianca de todas as formas" – assim como no rio as damas de compania dos velhinhos mesmo que nao sejam enfermeiras sao vestidas de branco – fato estranho por sobrepo-las de forma diferente do resto da sociedade; se nao fosse afirmado isso de acordo com o tratamento oposto da "chefe" em que como vc disse, dirige ou se refere a ela qdo necessario.

    achei um link pra dividir com vc

    http://blogs.estadao.com.br/adriana-carranca/por-que-as-babas-vestem-branco/

    Nao o bastante, aqui nos EUA saiba que e muito comum o pedido de babas que tenham "disponibilidade para viagens" acredite voce! Nessa epoca do ano, entre abril e maio, as maes comecam a fazer a selecao, pois em junhp-julho-agosto elas contratam summer time com TUDO PAGO, e salario de 800 a 1.200 dolares para voce seguir a familia, se torrar ao sol com insolacao correndo atras de pelo menos 3 criancas enquanto os pais queimam a bundinha.

    Ano passado recebi tres propostas como essa, tentadoras ate certo ponto pelo fato da viagem ser para lugares realmente quentes, mas ao pensar que a familia te explora TODO dia das sete a sete – e qdo digo explorar e no mais grosso modo ao ponto de vc ser encarregada de escolher qual a peca de roupa q as criancas irao usar, e vc que passa protetor solar.. no maximo a familia fica ali gritando: GOOD JOB BUDY! qdo o filhinho faz alguma proeza tola! E nao pense q tem folga pq se for ferias de mais de 20 dias, os 20 dias vc vai estar grudado com eles. Portanto e algo arriscado e que com certeza nao da pra se divertir pq nao tem folguinha.

    No mais, se nao for pra viajar, vc e contratada para "entreter"as criancas no periodo de ferias, ja q os pais nao se incumbem dessa proeza pq it's really hard para eles – dedicar um tempo consideravel aos filhos, qdo os mesmos estao fora da escola e sem atividades robotizadas. Por tanto e um trabalho bom para uma animadora de festa infantil pegar.. ja q o intuito e entreter. E isso eles deixam beeem claro.. NO TV, just outside activities or craft, games,pool, running!!

    Acho q fui ironica ne? Mais assim vc tb fica por dentro dos bastidores, pq o q nao falta e gente preguicosa por aqui ( e vc bem sabe disso), portanto se o povo nao tem grana pra manter baba diaria aqui, eles conseguem fazer das tripas coracao pra contratar qdo as criancas nao tem nada a fazer e talvez no fundo – esperam que o pai ou mae dividam um pouco do seu proprio tempo com eles, mas na pratica nao e assim q funciona qdo chega o Summer.

  • Eliane Pechim Says:

    Secondlife: muito legal seu comentário, trouxe algumas informações novas para mim e outras que já sabia. Eu nao disse que no Brasil as babas andam com as familias todos os dias. De fato, na maior parte das vezes que vi isso acontecer em SP e Vitória/ES foi nos fins de semana, o que para mim nao muda nada e torna a situaçao ainda mais ridicula ja que presume-se que os pais vao usar parte do seu tempo nos fins de semana para ficar com os filhos. Ate parece! Sobre os EUA, o que voce disse bate direitinho com o que a moça que trabalha para mim me contou. Ela foi au pair e baba por anos aqui e relatou coisas parecidas com essas que voce descreveu. Nunca disse que aqui ninguem explora babas ou empregadas, isso tanto acontece que essa menina, por exemplo, me contou que as familias pagam a elas o salario de baba mas elas tambem tem de lavar, cozinhar e limpar a casa. Ridiculo! Por essas e outras que ela deixou de ser baba. E gente preguiçosa tem mesmo em todo lugar. Minha observaçao pessoal é que aqui isso é menos generalizado do que no Brasil, quero dizer, a baba full time que passa a ocupar o papel de mae, entretenedora e cuidadora. Tem aqui? Claro que sim, mas nao como eu via no Brasil. Obrigada pelo link, vou passar la para dar uma lida. Essa historia do uniforme branco realmente me intriga. rs… Boa semana!

  • Anonymous Says:

    Olá!

    Sou portuguesa, mas vivi no Brasil vários anos, e os brasileiros gostam de "exibir" as babás ou empregadas porque nao pagam o devido, geralmente sao mulheres que nasceram no interior e vao em busca de uma vida melhor. Entao, oferecem um trabalho e geralmente nao pagam a SS., dormem no trabalho (em quartinhos 2X2) e outras "regalias" mais. Assim é fácil dizer que tem empregada. Vivo em Espanha e aqui nao é assim, para dizer a verdade, tenho um óptimo trabalho e se quisesse poderia ter uma empregada diaria, mas para que? Adoro organizar a minha casa (só somos dois) e dividimos as tarefas diárias. Geralmente aqui quando escuto pessoas reclamando que nao tem empregada, sao brasileiros que estao viciadas na maneira ridícula de ser dos brasileiros. Os brasileiros cheios de problemas, mas que mostram uma vida de sonho (basta ver a novela Viver a Vida). Agora quanto aos cachorrinhos, nao se deve comparar, já que se voce trata bem o animal, etc, nao está ostentando nada e nao prejudica ninguém. Tenho uma cadela, tem 5 anos e é tratada como uma mais da família, para dizer a verdade, gosto mais dela do que de determinadas pessoas. O que acho ridículo sao os brasileiros que vao para outros países e só sabem dizer que no Brasil isso, no Brasil é que era bom. Aqui nao tenho contacto com brasileiros, fujo deles, para dizer a verdade, já que a maioria só sabe falar mal dos espanhóis, para que estao aqui? Ë muito comum no metro de Madrid ouvir brasileiros falando em portugues mal dos espanhóis, pensam que ninguém os entende. Geralmente só fazem contacto com outros brasileiros, nem tentam se integrar. Gosto muito dos EUA, já estive aí algumas vezes , minha madrinha vive em Providence e conheço muitas cidades. Penso que enquanto o brasileiro achar que é o melhor povo do mundo nunca vai chegar a lado nenhum.há coisas boas e más em todos os países. Felicidades.

  • Eliane Pechim Says:

    Acho que toda generalização é perigosa. Nao concordo que os brasileiros em geral gostem de se exibir, da mesma forma que nao concordo (assim como voce) quando brasileiros vem aqui pra fora e ficam falando mal do país que os acolheu. Mas nao sao todos que agem assim. E nao acho que isso seja exclusividade de brasileiros. O contrario também é verdadeiro, estrangeiros que vao para o Brasil e so ficam suspirando pelo pais de origem deles. Mas essa questao envolvendo babas e empregadas domesticas realmente sempre me incomodou. E muito. Condeno o esnobismo em qualquer pessoa, brasileira ou nao. Felicidades para voce tambem e obrigada pela visita!

  • Pipa Says:

    Eli, vejo que todos os comentarios são contrários a pratica, mas posso dizer que isso é reflexo de um passado escravagista, do quartinho 2×2 como citado por alguém, é ainda a velha senzala arraiga no sangue das pessoas.
    Não estou levantando nenhuma bandeira sobre direitos civis e racismo/preconceito. Empregados domésticos são negros, brancos, multiraciais.
    O que as pessoas ainda tem na cabeça são os velhos e péssimos habitos, a separação de classes, e por mais que façamos progressos, certas coisas permanecem inalteradas, infelizmente…

  • Eliane Pechim Says:

    Pipa: seu comentário é ótimo e eu penso igualzinha a voce. Por isso a menção a "escrava" no título do post, porque também sei que isso é herança da escravatura. O tempo passa mas, a gente melhora numas coisas, mas outras, como você disse muito bem, não se modificam. E no fundo acho que é porque a maioria não quer. Que tristeza!

  • Ivoneide Souto Says:

    empregada pra mim eh necessidade, nao eh luxo. babá eu nunca tive. não gosto de ninguém além de mim cuidando dos meus filhos. nem pai, nem avó, nem periquito, nem papagaio. ninguém. kk

  • UMA ESPOSA EXPATRIADA... Says:

    Puxa! Estou pasma! Sério! Não teve ninguém entre tantos comentários que gostava da Categoria BABÁ. Só a Bia Mendonça arriscou-se a dizer que foi criada por duas babás… e que elas foram parte da familia!
    Olha, preciso dizer que NUNCA me passou pela cabeça que usar uniforme branco era uma ofença! A GRANDE MAIORIA DOS TRABALHADORES DE FIRMAS, EMPRESAS, FABRICAS, LOJAS, LANCHONETES, RESTAURANTES, HOTEIS, HOSPITAIS, ESCOLAS: TODO MUNDO USA UNIFORME! E BRANCO TB!, como cozinheiros, manicures, médicos e enfermeiros, que demonstram cuidado, higiene e limpeza…
    Sinceramente, tenho 3 filhos pequenOS, os amo, me dedico a eles, mas tenho meu tempo (TODA MULHER QUE É MÃE, NÃO DEVE ESQUECER QUE É TB MULHER E (de um modo geral) ESPOSA, e que não é bom nem para as criancas ficar ´´integralmente´´ com elas. Aqui na Tailandia não tenho babá (mas usa-se ter para bebes pequenos – sem uniifomiza-las), mas as vezes, para sair com o marido para uma festa de adultos, ou um jantar romantico, peço a maide que fique com as criancas (na verdade já as deixo praticamente dormindo) e é só uma segurança para mim…
    Mas no Brasil, EU SEMPRE TIVE BABÁ. E não vejo vergonha nisso. E minha (sim, eu disse ´´minha´´) Babá sempre foi tratada da melhor forma, com atenção e carinho, as crianças – até hoje – a desenham quando fazem trabalhinhos sobre ´´A Familia´´.
    Eu estava mesmo com um POST preparado sobre ela… mas que ainda não publiquei… vou faze-lo em breve! Prometo!
    E… não vá ficar brava comigo, OK?
    Bjka!
    Renata C., UMA ESPOSA EXPATRIADA.

  • UMA ESPOSA EXPATRIADA... Says:

    Ei! Esqueci de complementar com algo que para mim FAZ TODA A DIFERENCA: uma esposa-mae-mulher e' uma VERDADEIRA ADMINISTRADORA (ADMINISTRADORA DO LAR, DO MARIDO, DAS CRIANCAS, AS VEZES DAS FINANCAS, DAS COMPRAS, DOS PAGAMENTOS, DA LIMPEZA e ARRUMACAO – ou do controle sobre elas – e,assim sendo, faz da CASA UMA EMPRESA, que possui EMPREGADOS, sim, muitas vezes – nem que seja o Eletrecista que vem de vez enquando, sei la'! E… tudo bem para uma ajudinha extra, sem precisar ser besta, OK?
    Bjs mil!
    Renata C., UMA ESPOSA EXPATRIADA

  • Eliane Pechim Says:

    Renata, ficar brava com você? Imagina, o espaço é justamente para trocarmos opiniões. Não temos de concordar sempre. Mas acho que você não percebeu uma coisa: o post é sobre o uniforme branco das babás e o costume das brasileiras de carregar as babás nos passeios de família, não escrevi nada sobre ter ou não babás. Em momento nenhum eu me manifestei contra famílias que têm babás. Eu mesma posso precisar um dia. Um beijo e ótimo domingo

  • Erika BRAZIL Says:

    Entendo a indignação e concordo que é muito besta essa mania dos pseudo-granfinos de levar a babá a tiracolo pra todo lugar.
    Acho tbm péssimo pra toda a família que os pais não tenham condições de cuidar sozinhos de seus filhos… lamentável!
    Quanto ao uniforme branco, tenho muitas dúvidas ainda (na realidade, eu estava fazendo uma pesquisa na internet sobre o assunto, pois estou exatamente contratando uma babá pela 1a vez).
    Li coisas interessantes a respeito do assunto, sendo que muitas vezes elas até preferem trabalhar de branco para serem rapidamente identificadas como babá (até, em alguns casos, diferenciando-as de outros funcionários domésticos, o que tbm é um pensamento discriminatório delas).
    Acho bacana trocar de roupa quando chega em casa; eu mesma troco logo que chego. Aí o uniforme tem uma serventia. E é tbm uma forma de não errar muito na escolha da roupa apropriada para o trabalho.
    Enfim, só queria fazer um contraponto ao uniforme branco que pode ser interessante e prático em certas situações.
    Bjo,

    • Eliane Pechim UNITED STATES Says:

      Oi, Erika, tudo bom? Sobre o uniforme branco, o meu incomodo nao é pelo uniforme em si, mas pela mania de se levar a baba para la e pra ca, uniformizada de branco, para os lugares. Eu nao tenho filhos, portanto, nao preciso de baba ainda, mas acho que nao me sentiria confortavel carregando uma baba de branco comigo para os lugares. Minha empregada nao usa uniforme, as vezes tenho de sair com ela para resolver alguma coisa e me sinto bem melhor porque ela esta usando roupas “normais”. Pode ser so uma coisa minha, mas acho a exibiçao da baba de uniforme branco meio escravista. Boa sorte na escolha da sua baba, sei o quanto essa escolha é importante e tem de ser feita com cuidado. Obrigada pela visita e por dividir seu contraponto conosco. Um beijo

  • Renata C., UMA ESPOSA EXPATRIADA THAILAND Says:

    Sem querer ´´bagunçar o coreto´´, convido a todos para ler meu POST inspirado em vossas palavras.

  • Renata C., UMA ESPOSA EXPATRIADA THAILAND Says:

    Sem querer ´´bagunçar o coreto´´, convido a todos para ler meu POST inspirado em vossas palavras.

    Sai nessa quarta-feira (daqui da Tailândia)… no Brasil ainda será terça-feira…

    Meu abraço,
    Renata C., UMA ESPOSA EXPATRIADA

  • Renata C., UMA ESPOSA EXPATRIADA THAILAND Says:

    Sem querer ´´bagunçar o coreto´´, convido a todos para ler meu POST inspirado em vossas palavras.

    Sai nessa quarta-feira (daqui da Tailândia)… no Brasil ainda será terça-feira… http://umaesposaexpatriada.blogspot.com/

    Meu abraço,
    Renata C., UMA ESPOSA EXPATRIADA
    (Eliane, me desculpe, acabei escrevendo esse Comentário tres vezes, porque os primeiros estavam incompletos. Vc pode deletá-los, OK?)

  • Denise Stoeckli SWITZERLAND Says:

    Eliane, tenho que confessar que antes de ter meus proprios filhos compartilhava de pensamentos semelhantes aos seus e julgava, como voce esta fazendo, as familias com babas. Hoje, morando na Suiça, com apenas dois filhos e sem ter a possibilidade de empregar uma baba, invejo todas as familias que vejo nos restaurantes, parques e festas e podem contar com a tranquilidade de ter uma baba, ajudando, aliviando, permitindo aos casais tempo para um bate papo, a alegria de comer a refeiçao ainda quente e a possibilidade de discutirem assuntos que serao importantes para o equilibrio da familia. So quem tem filhos pequenos e nao tem ajuda de familiares e amigos por perto, para “quebrarem um galho” quando eh preciso, sabem o valor de uma baba! Espero que voce nao precise passar por uma situaçao desta, para entender, finalmente, o valor de uma baba! A gente sempre so conhece um lado da historia; o melhor entao eh nao julgar! O perfeito nao existe e o certo e o errado eh como a distancia, varia com o ponto de referencia! Abraços

    • Eliane Pechim UNITED STATES Says:

      Denise, expor uma opiniao nao significa o mesmo que julgar pessoas que pensam e se comportam de forma diferente de mim. Achei que meu post tinha sido bem claro quanto a isso. Da mesma forma que meu post jamais foi crítico em relação a quem tem babá. Como eu mesma disse no final, eu mesma talvez vá precisar um dia, porque ao contrário do que você pode pensar, o fato de eu nao ter filhos ainda nao me torna uma ignorante em relaçao a realidade e necessidade dos outros. Tenho irmaos, tenho sobrinhos e sei como é dificil. Eu tambem nao tenho familia around e talvez contrate uma baba um dia. Nada contra isso. Meu post, no entanto, foi exclusivamente a respeito das roupas brancas das babas e de se levar a baba para todos os cantos, a todo momento, nada a ver com se é certo ou nao ter uma baba. Acho que sao coisas bem diferentes, certo? Espero ter esclarecido isso. Abraço e obrigada por visitar meu blog e expor sua opiniao.

  • Denise Stoeckli SWITZERLAND Says:

    Eliane, entendo e acredito que talvez sua intençao tenha sido realmente comentar sobre as roupas brancas das babas, sem criticas. Mas nas frases, como por exemplo “Algumas famílias têm duas babás, uma para a semana e outra para o fim de semana – porque tomar conta dos próprios filhos por dois dias deve ser algo assim insuportável, né? ” e todo o ultimo paragrafo, sao criticas e suas criticas vao muito alem do uniforme branco. A minha intençao, ao deixar um comentario aqui (o blog eh seu, voce escreve o que quer) nao eh ofende-la, nem critica-la, eh apenas ajudar. Ao escrever um blog, voce torna publica sua opiniao e ajuda a disseminar ideias, atitudes, pre-conceitos, etc. Tem sempre que tomar muito cuidado!
    Quanto ao uniforme branco, nao sou expert no assunto, mas creio que tudo começou com as enfermeiras. Muita familias contratam enfermeiras para tomarem conta dos bebes. As enfermeiras, como todo profissional da area de saude, usam uniformes brancos. Tambem os tomadores de conta dos idosos, geralmente especialistas, tambem da area de saude, usam o uniforme branco. Acredito que venha dai o costume das babas tambem aderirem ao uniforme. Nao vejo o uso do uniforme como maneira de escraviza-las, mas provavelmente uma maneira de valoriza-las (ou talvez nao inferioriza-las) perante a enfermeira uniformizada. Com certeza um sinonimo de status! Mas a nossa sociedade vive o desejo de status, como bem colocado no livro de mesmo nome do filosofo Alain de Botton. E ai, eh mesmo muito dificil, fugir desta “triste” realidade. Abraços e obrigada pela atençao!

    • Renata C., UMA ESPOSA EXPATRIADA AUSTRALIA Says:

      Foi o que eu disse!
      No caso da minha familia, o uniforme branco e’ prova de VALORIZACAO DO TRABALHO da nossa Baba’! Ela ate’ hoje esta concosco, e as criancas tem amor e respeito por ela, sim! E nunca me senti ameacada por isso, por exemplo – como acontece com muitas maes!
      Em Sp ou no Rio, qdo vc ve umas “baba vestida de qualquer jeito”, pensa-se logo que a patroa “nem lhe da’ o devido valor…”!!!! kkkkk! Acreditam?
      Bjs!

  • Lila UNITED KINGDOM Says:

    Eu sou uma Baba!!!!
    E nw quero me edentificar!!!!
    Nao estou nem um pouquinho chocada com o que acabei de ler!!!!!! Alem disso tem muito mais,
    Adoro ser baba, adoro a crianca que tomo conta, mas por muitas vezes me sinto umilhada, nas festas as pessoas fingem q nw me enchergam, e por muitas vezes chegaram em um restaurante e as pessoas ate esquecem q eu preciso comer, E esse uniforme Branco eh super desconfortavel e muito quente e independente do calor tenho q usalo.
    Me sinto muito inferior as demais pessoas!!!
    Uma verdadeira escravaBranca de branco!!!!

    • Eliane Pechim UNITED STATES Says:

      Oi, Lia, foi exatamente por causa de relatos como o seu que eu resolvi escrever este post. Mas algumas pessoas nao entenderam direito e acharam que eu estava julgando o direito das familias contratarem ou nao uma baba. É so que eu acho que baba nao é escrava e que esse uniforme é sim herança de um pais escravista que apesar da aboliçao continua tratando empregados domesticos como se fossem seres inferiores e eu acho sim que o uniforme branco é algo absolutamente desnecessario. Sinto muito que essas coisas aconteçam com voce, mas é otimo tambem saber que voce gosta de criança e do seu trabalho, que é lindo. Beijo e tudo de bom pra voce

  • Lila UNITED KINGDOM Says:

    Nossa!!! Foi muito bom encontrar pessoas q defendem as babas!!!
    Estava apenas procurando um site para pesquisar sobre uniformes mais confortaveis. e encontrei vcs!!!!
    Obrigada por tudo!!!
    E muito bom saber q existem pessoas que valorizam a gente e que tratam as babas como seres humanos!!!!
    Eu estava um pouco chatiada, mas ja estou ateh melhor!!!!!
    Um Beijo super grande!!!! E que Deus te ilumine!!! e q vc continue sempre assim sendo essa pessoa justa que vc eh !!!!

  • Rita Romano BRAZIL Says:

    Estava procurando na internet informações sobre como levar a babá para uma viagem ao exterior, por um período de quinze dias e encontrei este site. Penso que, como TUDO na vida, a questão seja NÃO generalizar. Sou sozinha, meu marido e eu, no Rio de Janeiro, e tenho dois bebês. Ambos trabalhamos. Então, a questão foi: creche ou babá? Por serem muito pequenos e após MUITA reflexão, optamos por babá. Ela anda uniformizada porque está trabalhando e é importante para que não perca o sentido e a missão que cumpre numa determinada residência: auxiliar os pais no cuidado com as crianças. Sou contra, absolutamente, a uma terceirização do cuidado dos filhos, mas é necessário compreender que para algumas famílias a presença dessa profissional é essencial. Digo isso para o caso da mãe que ganha um bom salário e que precisa trabalhar para ajudar o marido – porque, se o salário da mulher não compensar, daí realmente é melhor que ela fique em casa com as crianças. Agora, a questão da folguista: depois que meus filhos nasceram, nós nunca mais dormimos uma noite toda. Às vezes, quer-se descansar num final de semana ou simplesmente poder olhar as vitrines de um shopping sem aquela pressão absurda de correr atrás da criança pelo shopping, que não aguenta ficar presa ao carrinho o tempo todo. A folguista dá esse “respiro”. Tenho babá e folguista agora, depois de dois filhos. Mas NUNCA julguei as pessoas que as tinham, quando eu não as podia ter… Como posso afirmar que as pessoas estão se exibindo?? O ser humano pode se exibir com tantas coisas…, não é verdade!? Até num post em um blog! Não podemos julgar. Ademais, aquela babá de branco está tendo uma oportunidade de emprego e uma forma de ajudar as pessoas, ao invés de dar esmolas, é dar-lhes uma chance de trabalhar. Como vamos dar atenção aos filhos se temos um milhão de roupinhas para lavar, porque estão todas golfadas??? Ou a papinha para cozinhar?? E o neném que mama a madrugada toda, e a mãe, que tem 30 anos, parece ter 40, porque não dorme mais?? Quem tem sogra e mãe para ajudar com os netos, agradeça a Deus…! Criança é uma tarefa difícil. Acho que a mais difícil de nossas vidas. E acredito que ter auxiliares para ajudar no nosso lar, a melhor empresa que um ser humano pode abrir, é, sim, algo bom.