Escolha pelo parto em casa
Eu sempre achei que se um dia tivesse um filho ele nasceria no hospital, de parto normal, pelas mãos de um médico. Após uma experiência negativa com uma ginecologista daqui que me disse que mulheres bipolares costumam abortar porque elas geralmente engravidam por ficarem muito promíscuas durante a fase maníaca, meu psiquiatra, horrorizado com o que ela disse, sugeriu uma midwife, por acreditar que esta seria uma opção de pré-natal mais adequada para mim, considerando minha condição.
Comecei então a ler sobre o trabalho das midwives, o parto natural e na água, vi vídeos, pesquisei na internet e cheguei à conclusão de que era aquilo que eu queria para mim naquele momento. Iniciei portanto meu pré-natal em uma clínica local, mas após constatar que as midwives de lá faziam partos apenas em hospitais (onde eu não teria a opção de um parto na água) e perceber que ali minha opinião e minhas preferências não seriam levadas em conta, resolvi procurar por outra alternativa.
Visitamos um birth center que fica a 2 horas da nossa casa, mas além de termos ficado desconfortáveis com a distância, meu marido detestou a midwife porque ela respondia com evasivas às perguntas dele sobre situações de emergência que poderiam acontecer durante o parto. Naquela noite voltamos para casa frustrados, eu já estava grávida de 3 meses e sem noção de onde faria meu pré-natal. Foi então que meu marido sugeriu: “Por que não um parto em casa”?
Eu já havia pensado em um homebirth, mas nem cheguei a sugerir essa opção porque duvidei que ele se sentiria confortável. Sem contar que a maioria dos seguros de saúde não cobrem partos fora do hospital, o que significava ter de pagar do nosso bolso todo o pré-natal, parto, supplies e exames. Imaginem então a minha surpresa e alegria quando ele demonstrou querer o mesmo que eu! Tão mais fácil quando os dois querem a mesma coisa! Afinal, se você está em um casamento, as escolhas têm de ser conjuntas.
No dia seguinte entrei em contato com um grupo de midwives aqui em Ann Arbor que fazem parto em casa, agendei uma visita e já no primeiro encontro nós dois tivemos certeza de que aquela era a opção certa para nós. Elas ficaram duas horas conosco, esclarecendo pacientemente todas as nossas dúvidas, explicando como o pré-natal funcionava, o parto, o pós-parto, os riscos, as estatísticas. O que nos deixou mais confortáveis foi o fato de elas não nos darem respostas evasivas quanto aos procedimentos adotados em situações de emergência, de demonstrarem conhecimento e experiência, e principalmente por respeitarem as nossas vontades e escolhas.
Não sei como o parto com midwives funciona em outros países, mas aqui é algo muito profissional e responsável. Meu pré-natal em geral seguiu os protocolos de um pré-natal com um médico obstetra. A diferença é que elas ficavam pelo menos 1 hora comigo em cada visita, procuravam saber como eu estava não apenas fisicamente, mas também emocional e psicologicamente. Sempre incluíram meu marido no processo de escolhas e decisões, e sempre me deram opções, nunca tentaram me impor absolutamente nada, mesmo eu discordando delas em alguns aspectos.
No último trimestre de gestação elas nos visitaram em casa para conhecer o itinerário, verificar se havíamos adquirido todos os apetrechos necessários para o parto, se o quarto do bebê estava organizado, se a cozinha estava abastecida e até se a cama onde eu iria dormir durante o pós-parto era adequada a minha recuperação. Tudo isso sempre em um clima de amizade, de muita leveza e bebericando chá. Com elas eu tinha a impressão de estar batendo papo com minhas tias. Até meu marido ficava relaxado. Durante o pós-parto elas nos visitaram em casa outras 3 vezes, mais uma vez no consultório delas para examinar a mim e o Oliver.
Elas também estavam disponíveis para nós durante 24 horas por dia para responder quaisquer dúvidas e emergências. Isso foi fundamental para nós já que decidimos ter uma gestação “intuitiva”, isto é, apesar de termos nos educado e preparado bastante para o nascimento do nosso primeiro filho, decidimos não fazer curso de pais e eu não quis conhecer cada detalhezinho do trabalho de parto, o que acontece, o que não acontece, como funciona. Eu queria sentir o momento com intensidade, sem formar uma opinião antes do momento final.
Nunca, em momento nenhum da minha gestação, minha confiança na escolha de parto e de profissional que eu fiz ficou balançada. Nós estávamos preparados para os mais diferentes cenários e sabíamos que em qualquer um deles saberíamos tomar a decisão que fosse mais segura para mim e para nosso bebê. Fizemos apenas os exames e testes que achamos relevantes fazer e nossas midwives foram perfeitas, respeitaram nossas escolhas até o fim. A Aline e o marido dela, que é médico, também foram fundamentais nessa fase já que ele tirou todas as dúvidas, do ponto de vista médico, que tínhamos sobre o pós-parto e os cuidados com um recém-nascido. Eles são amigos incríveis!
Como conto no próximo post, meu parto correu maravilhosamente, sem nenhum problema e eu tive a experiência mais incrível da minha vida com o parto natural e em casa. Mesmo assim, eu não indico esse tipo de parto (nem nenhum outro especificamente) para mulher nenhuma porque essa decisão, como qualquer outra que envolve um filho, é muito, muito pessoal e eu nunca vou dizer para outra mãe o que é melhor para ela e seu filho. De qualquer forma, esse é um tipo de parto que a mulher tem de ter certeza do que quer, tem de se educar, tem de pesquisar, tem de se sentir confortável e confiante na sua midwife, tem de cuidar rigorosamente da alimentação e da saúde porque há certas condições de saúde que podem dificultar ou até mesmo impossibilitar o parto natural.
E, principalmente, tem de se preparar para as críticas, para enfrentar o preconceito e estranhamento das pessoas, para a ignorância dos que pensam que o parto natural é o mesmo que ter um filho no meio do mato, sem assistência, e que as mulheres que fazem essa escolha são hippies ignorantes e românticas. Eu não sou nem hippie, nem ignorante, nem romântica, mas para tentar nos preservar, a maioria das pessoas só ficou conhecendo nossa opção de parto após o nascimento do Oliver.
Esclarecendo que eu não tenho absolutamente nada contra o parto no hospital. Sou contra sim a mulher não estar em poder de decisões que envolvem um corpo e uma gestação que são principalmente dela e de ninguém mais. Eu não sei qual seria minha escolha de parto na eventualidade de um segundo filho, a única coisa definitiva é que, mais uma vez, teria de ser uma opção em que minhas decisões e escolhas fossem contempladas.
P.S.: O próximo post será a história do meu parto. Resolvi desmembrar os posts porque um só ficaria muito longo.



February 27th, 2012 at 4:47 am
É curioso como o que era para ser natural – a escolha da mulher – se torna em algo que tem que ser explicado, defendido e lutado com unhas & dentes. Acho isso um saco! Talvez por isso acho super “refreshing” em ler um relato como o seu. =) Aguardo os próximos post! BTW, me sinto uma cagona quando leio sobre partos. kkkk! Queira ter a sua tranquilidade e clareza sobre o assunto
February 29th, 2012 at 12:58 am
Barbarella, você tocou no ponto! Acho isso extremamente irritante! Ter de me explicar. Por isso optamos por contar nossa escolha somente após o nascimento do Oliver. Tudo bem quando a pessoa não concorda, mas precisa julgar? Isso que não aguento e quis evitar. Tranquilidade? Eu? hahahaha… Não quis ver vídeos de parto porque me dava vontade de desmaiar. hahahaha… Mas no meu virei uma leoa. Go figure. Deve a tal da natureza. Beijo
February 27th, 2012 at 4:53 am
Que experiencia incrivel! Nao vejo a hora de ler o proximo poste!
February 29th, 2012 at 12:56 am
Já, já sai, Fe!
February 27th, 2012 at 4:59 am
Ah, que foto!!!!! Doida pra ler o relato do parto!
February 29th, 2012 at 12:55 am
Semana que vem sai, Camila, o tempo é curto. rs
February 29th, 2012 at 6:54 am
Tempo e curto? Por que???? hahahahaha
February 27th, 2012 at 7:05 am
Eliane, torno a dizer corajosa a tua atitude. Eu qdo engravidei segui o percurso normal.
Legal que vc no teu post não indica esse tipo de parto nem nenhum outro para mulher nenhuma porque essa decisao, deve ser do casal.
Porque vejo que muita gente copia as atitudes de outras pessoas por achar que poderia ser bacana, só porque algu´ßem fez e sequer sai em campo para se informar o que pode dar errado pelo caminho e ser responsável por esta atitude.
Sei que vc é super cabeca e por isso gostei mais ainda que vc escreveu essas coisas…
Bjao e esperando a continuacao
February 29th, 2012 at 12:56 am
Pois é, Georgia, cada mulher é que sabe o que é melhor pra si, né? Vou lá interferir? Acho errado mãe que fica dizendo a outras mães o que fazer. É algo que me irrita muito, então nunca vou fazer isso com nenhuma mãe. Beijo
February 27th, 2012 at 7:40 am
Que historia mais linda! Mal posso esperar para ler sobre o parto em si…
Minha mae tinha planejado me ter em casa, na agua tambem… isso laaaaa nos anos 80… So que na hora H ela nao dilatou o suficiente…
Mulher, que coragem ter um filho totalmente ao natural, quero dizer, sem fazer o curso de pais, sem sair lendo tudo sobre o assunto… Do jeito que era antes, nao eh?
Tai seu filhote lindo pra provar que parto normal em casa eh sim uma boa opcao para se considerar….
February 29th, 2012 at 12:54 am
Oi, Luana. Que pena que não deu pra sua mãe te ter em casa. Eu nasci em casa, lá nos anos 70. Essa foi uma das razões porque escolhi esse tipo de parto. Quanto à dilatação, eu também demorei a dilatar, fiquei muitas horas em trabalho de parto. Acho que no Brasil é prática não deixar a mulher muitas horas em trabalho de parto. Aqui é normal. Pra mim durou o dia inteiro, mas eu aguentei firme. hahaha… Tô lembrando e rindo aqui. Não fizemos o curso de pais porque achamos pura bobagem. hahaha… Beijo
February 27th, 2012 at 8:05 am
Que lindo Eli!!! Infelizmente em nosso país tupiniquim este tipo de parto, aqui chamamos de humanizado, é caríssimo. Alguns médicos o realizam mas são poucos.
Eu que queria um parto normal mais que tudo, infelizmente desenvolvi uma hérnia inguinal e a única opção para mim foi a cesária. Não sei o pq as mulheres aqui no Brasil tem loucura pela cesária e mesmo se explicando os benefícios de um parto normal para a mãe e para o bebê, elas não querem. Bem, então meu parto foi em uma maternidade daqui de Ribeirao muito boa mesmo, onde fui muito bem atendida e orientada o tempo todo e a Hannah tinha meia circular de cordão, mas nada para preocupar. Tudo foi muito tranquilo, confio plenamente em meu obstetra que me acompanha há muitos anos e tudo correu muito bem. As enfermeiras foram uns amores também. O pós parto foi muito tranquilo, claro que fiquei dolorida, mas nem muito repouso pude fazer. É claro que o emocional fica um pouco abalado, tudo novo, mudanças totais, e aí que a gente sabe o que é preocupação de verdade, depois que tem um filho, mas meu marido me apóia muito em tudo, então vamos indo.
Então Eli, penso que infelizmente este tipo de parto não daria para mim, e uma doula aqui em minha cidade é o “olho da cara”.
Muito legal sua escolha e penso que vc se preservar foi o melhor a ser feito.
Estou esperando pelo próximo post.
Bjs.
February 29th, 2012 at 12:52 am
Adriana, aqui também é bem caro, mas a gente achou que valia a pena. Esse tipo de parto pode ser realizado por enfermeiras ou parteiras treinadas. O meu foi com parteiras, e elas são estudadas, certificadas. Sei que no Brasil também há esse tipo de profissional, só não conheço a incidência. Essa coisa da cesárea no Brasil começa já nas faculdades de medicina e passa pelo médico já formado que tenta empurrar esse tipo de parto pras mulheres, sem necessidade. No Brasil qualquer probleminha é desculpa pra uma cesariana. Aqui só mesmo se for a escolha da mulher ou se a situação for de risco pra mulher ou o bebê. Incrível a reação das pessoas no Brasil quando contei que teria um parto normal. Até de uma médica escutei que eu era doida. Doida é ela! rs… Preferi sentir a dor de uma vez só do que urrar depois no pós-parto. 2 horas depois do parto eu estava comendo e andando pela casa com meu filho no colo. Mas, claro, é importante lembrar que há casos, como o seu, em que o parto normal simplesmente não é possível. O importante é fazer uma escolha que leve em consideração o melhor pra mãe e filho. Beijo
February 27th, 2012 at 8:10 am
Eli,
Que legal e que coragem!!!! Eu ja’ conhecia este tipo de parto mas para mim, definitivamente nao. Eu quis muito ter parto normal mas no hospital, infelizmente nao foi possivel, eu me descobri hipertensa e diabetica gestacional. Mesmo assim tive 3 filhos, com muita tranquilidade e seguranca, pelo mesmo motivo que o seu, muita informacao e confianca nos dois me’dicos que me acompanharam – o obstetra e o cardiologista especializado em gestante como eu – este cardiologista foi fundamental para o bom andamento da gestacao e pelo parto seguro dos meus 3 filhos, com ele aprendi a me cuidar com dieta, exercicio, muito controle e pouca ou quase nenhuma medicacao. Mas, mesmo, se nao fosse por tudo isso, eu nao teria um “homebirth” e acho que eu chegaria no ma’ximo num parto humanizado mas no hospital. E’ como voce falou temos que acreditar, querer e confiar nas nossas escolhas e seguir em frente!!!! neste caso com apoio do marido que e’ fundamental.
February 29th, 2012 at 12:47 am
Não foi preciso coragem não, Larissa. Não é tão aterrorizante quanto as pessoas falam, depende muito mesmo de ser algo que a pessoa quer muito. E eu queria muito, então foi natural, não precisei ser corajosa. Como seu relato mostra, no fim o que nos deixa confortáveis é a certeza de sabermos que estamos fazendo a melhor escolha de pré-natal, parto e pós-parto, independente de qualquer que seja ela.
February 27th, 2012 at 11:13 am
Seu relato foi incrível! Eu não tenho filhos e nem estou grávida (ainda vai demorar um pouco hahah) mas sabia que desde criança, lá pelos meus 10 anos eu falava que teria meus filhos assim? hahaha E eu nem sabia a diferença direito, mas dizia que o hospital era impessoal para as minhas bonecas nascerem!!!!
Lindo seu relato,mesmo mesmo!!!
Beijos
February 29th, 2012 at 12:44 am
hahahaha… Que fofo isso das bonecas, Nadja! Eu nasci em casa, sempre achei uma história incrível que a minha mãe contava pra todo mundo. Com orgulho. Beijo
February 27th, 2012 at 12:16 pm
Eli, isso que vc disse é a verdade em relação a tudo.
Sou contra sim a mulher não estar em poder de decisões que envolvem um corpo e uma gestação que são principalmente dela e de ninguém mais.
Minha mãe diz que quando eu nasci o medico disse que seria cesariana, e ponto, ela simplenamente acatou a decisão dele, primeiro que trinta e poucos anos atras o medico era o detentor do conhecimento, quem contestaria? E segundo e muito mais relevante era a quantia de informação disponível, mas tudo correu bem tanto no meu qto no nascimento da minha irmã, que também foi cesariana, outra escolha do medico, se fosse hoje não sei quais seriam as escolhas da minha mãe, nas certamente ela teria mais condições de ao menos dar a opinião dela, nao somente aceitar as imposições do medico. Abraço.
February 29th, 2012 at 12:43 am
É isso mesmo que você disse, Fe, a mulher tem de entender que mesmo o médico tendo o conhecimento científico e a experiência, você ainda é dona do seu corpo e da sua vontade. Claro que há limitaçoes para o que a gente quer. Tem mulher que quer um tipo de parto e por razões de saúde vai descobrir que terá de ter o filho por outro. Mas mesmo aí tem de ser da mulher a decisão final do que fazer. Por isso é tão importante a gente se informar e ficar cientes das nossas opções, dos riscos. Abraço
February 27th, 2012 at 3:27 pm
Linda a história do seu parto! Achei muito sensata a sua atitude de não ficar “indicando” esse método para as gestantes. Cada mulher tem que saber o que é melhor pra si e isso inclui uma série de fatores individuais, história de vida e etc… Concordo com os comentários acima: corajosa você!
. Bj
February 29th, 2012 at 12:41 am
Sandra, não foi apenas esse método que eu não indiquei, eu não indico nenhum outro método ou parto porque essa é uma decisão pessoal e que depende de diferentes fatores. Mas minha escolha não envolveu coragem não. Não me acho corajosa por ter tido um parto em casa. Nem pensei nisso. Fui lá e fiz. hehehe… Beijo
February 27th, 2012 at 3:29 pm
Oi Eli,
Muito bom saber um pouco mais sobre este momernto especial do parto na sua vida. Já algum tempo leio e também já assisti vídeo sobre o parto natural na água. Eu e meu esposo conversamos sobre o assunto, e a idéia é ir por esse caminho, quando decidirmos termos um bebê.
Bjo
February 29th, 2012 at 12:40 am
Que legal, Beth. Estão fazendo a coisa certa, se educando para depois fazer a melhor escolha para vocês, quando acharem que é o momento. Beijo
February 27th, 2012 at 3:43 pm
Eu achei tão o máximo, que compartilhei no FB assim que vc postou aqui sobre de como o Oliver veio ao mundo. Não fiquei com inveja ( já superei isso a algum tempo – superei o fato de não ter conseguido não ter parto normal ), fiquei super feliz. Sempre estou a caça de histórias de parto para compartilhar com amigas, irmãs e com esse mundo cada vez mais medicalizado.
Bjokas
February 29th, 2012 at 12:39 am
Mari, tô aqui rindo com seu comentário… Sempre divertida. rs… Beijo
February 27th, 2012 at 6:25 pm
Oi Eli!!!
Eu imagino que essa experiencia e unica, acho muito legal a ideia de ter o parto em casa!!! Voce e abencoada por essa linda experiencia!!! Eu nao posso realizar o mesmo, pois tenho asma e por conta da minha cirurgia. Mas o meu plano de saude oferece algumas opcoes, como parto na agua, parto sem anestesia…eu ainda nao decidi. Vou marcar uma entrevista e ver qual e o melhor para mim e para o bebe. Acho que, como vc falou, o importante e a mulher ter conhecimento, estar segura e ter uma boa equipe. Parabens!!!! Parabens!!! Linda mamae!!!
February 29th, 2012 at 12:38 am
Oi, Carol! O meu plano de saúde só cobre parto no hospital, ou seja, pagamos tudo do nosso bolso, mas achamos que valeu a pena. Isso mesmo, discuta com sua ob/gyn a melhor opção para você e seu bebê, o que importa é vocês ficarem bem e felizes. Obrigada, querida!
February 27th, 2012 at 6:34 pm
Oi Eli!
Achei a história do parto interessante, diferente.
Nunca acharia que você faria algo insensato, te acho muito inteligete e sabia que iria pesquisar, ler, conversar. Foi feito de forma segura, isso que importa.
meu parto não foi lá essas coisas, tive eclampsia, logo foi uma correria, estva com muita dor, vomita e “cagava” mesmo ao mesmo tempo…foi horrível… tiarama a Valentina as pressas, nem vi o rostinho dela direito…
Ta vendo como são as coisas, ainda bem que vivi pra ver ela crescer e ela esta uma criança linda, saudavle, cheiaaaa de enrgia, afi!
beijao amorê…
February 29th, 2012 at 12:37 am
Obrigada, Ana, realmente foi tudo muito estudado e responsável. Fico triste quando leio sobre mulheres que tiveram um parto difícil, logo num momento tão maravilhoso para nós, né? Mas veja como a Valentina está linda e esperta hoje, como você mesma fala. É isso que importa e serão essas memórias que vocês duas vão carregar pra vida toda. Beijo
February 27th, 2012 at 10:00 pm
Minha linda!!
Li o seu post no trabalho, ando acompanhando o seu blog pelo trabalho,mas la n posso comentar.Mas quero que vc saiba q msm eu estando meio ausente, estou te acompanhando,ok?
Olha, achei teu relato lindo!! E uma das partes que mais gostei foi qndo vc falou q n vai falar para nenhuma mae fazer esse tipo de parto, pq essa eh uma decisao pessoal e vc n acha q tem q dar palpite nisso. Achei de uma sabedoria tremenda essa frase.
Queria te dizer, q acho o Oliver lindo, ele tem uma carinha de rapazinho, tao fofo!
Mto lindo seu relato e como vc msm disse o importante eh fazermos aquilo q nos da paz.
Parabens pela escolha!!
Bjinho,
Mel
February 29th, 2012 at 12:35 am
Oi, Mel, claro que entendo, linda, não se preocupe. Quanto ao parto, na verdade o que eu falo no blog é que não recomendo nenhum tipo de parto porque acho essa decisão muito pessoal. O parto em casa foi minha escolha, que eu achei a ideal para mim para aquela gestação, mas entendo que nem toda mulher pode ou quer esse tipo de parto. Da mesma forma com o parto normal, cesariana e por aí vai. O importante é a mulher estar em poder de suas decisões.
February 27th, 2012 at 11:34 pm
Eli!!! Admiro demais quem toma a decisao de ter um parto natural em casa. Bryan e eu temos uma amiga que eh midwife, ela ama o trabalho dela. Ela mesma fez o proprio parto, ela mesma segurou a filha e a puchou com as proprias maos, em casa, na banheira, claro acompanhada de outra midwife porque precaucao eh sempre bom neh. Eu dizia ateh pouco tempo atras que nao teria coragem de fazer em casa por medo de dar alguma emergencia e acabar tendo que ir para um hospital do mesmo jeito, e eu pensava que era melhor jah estar no hospital entao pra nao perder tempo caso houvesse uma emergencia. Mas agora, depois de ter visto como as coisas num hospital funcionam e o tanto de riscos de doencas que podem ser pegas numa estadia hospitalar eu mudei um pouco meu conceito. Eh assustador. Hoje eu jah seria bem mais maleavel e acho que cogitaria a possibilidade de ter um parto em casa (quando tiver filho), mas eu sou uma das que correm risco de ter uma gravidez de risco por conta da bendita da hernia que eu tive que foi “arrumada” com tela, e essa tela nao estica, e dependendo de como foi cicatrizada pode arrebentar durante a gravides ou na hora de “push” durante um parto. Entao neste caso teria que estar num hospital para qualquer eventualidade e perto de um cirurgiao. Entao por enquanto fico no limbo. To doida pra ler sobre sua experiencia!!
February 29th, 2012 at 12:32 am
Pois é, Elaine, eu sempre associei hospital com doença, não com o nascimento de um filho, mas como falei, não tenho nada contra, só gosto de saber que tenho opções e por isso quis explorar o parto natural e em casa. Deu muito certo, foi uma experiência incrível para nós. E você foi no médico ver essa hérnia? Deve ser ruim demais. Cuida disso! Beijo
February 29th, 2012 at 4:06 am
Eli, a minha hernia nao eh mais problema. Eu fiz a cirurgia em 2009 pra arrumar, soh que na cirurgia pra arrumar hernia hoje em dia eles colocam uma tela pra reforcar o fechamento (se eh que essa palavra existe, nem lembro) do corte (hernia eh um burado na parede, musculo do estomago por onde um pedaco do intestino sai e fica aquela bolinha lah, pode dar complicacao por isso eh bom fazer cirurgia, e com a tela fica mais dificil dela retornar, mas mesmo assim ha riscos de ela retornar, e pior quando ha uma gravidez, quando a barriga cresce ou quando fazemos forca pra empurrar a crianca. Como a tela nao eh elastica, eh onde pode havar complicacoes. Tem gente que nao tem problemas e tudo corre bem, mas tem gente que tem problemas e corre riscos, tudo depende de como a tela foi cicatrizada, do tanto de peso que a pessoa ganha, do lugar onde a hernia era… e assim vai. Por enquanto eu to bem. Vou ter que me preocupar quando engravidar.
February 29th, 2012 at 1:37 pm
Que bom que voce ja fez a cirurgia e tenho certeza de que quando voces decidirem ter um filho saberao escolher o metodo mais seguro para voce e o baby.
February 28th, 2012 at 1:04 am
Wow, que máximo!! Adorei ler tudim, tudim! Não vejo a hora de ler como foi o parto, hihih…
Arrasou!!! ótima escolha, tudo pareceu estar muito redondo, como vcs planejaram! Que maravilha! =)
February 29th, 2012 at 12:31 am
Felizmente deu tudo certo para nós, Tacia. Beijo
February 28th, 2012 at 1:23 pm
Fiquei surpresa por saber sobre o parto natural e em casa aqui. Nao sabia que eram tao especializados e achei maravilhoso todo o acompanhamento e suporte que elas dao, eu tinha uma impressao errada sobre o assunto. Obrigado por compartilhar e esclarecer.
Beijinhos
February 29th, 2012 at 12:30 am
Monique, acho que no Brasil há serviços de midwives bem parecido, só não é tão divulgado. Aqui também não é muito não. Beijo
February 28th, 2012 at 2:25 pm
Ah, eh uma pena que eu tenha apenas descoberto essas coisas agora, como engravidei muito cedo, aos 16, nao tive muita maturidade para procurar outros metodos como este mais natural e de total interacao mae-bebe.
Era muito imatura e me deixar levar pelo senso comum muitas vezes =(
Estava no meio de brigas entre minha familia e a familia do pai da minha filha. MInha mae queria que eu tirasse, o pai da crianca nao queria. Quando vi o bebe ja estava nascendo. Tambem, tive que ser induzida a cesariana pois ja estava proximo das 42 semanas (semana limite) e nao entrava em trabalho de parto de jeito nenhum a medica disse na epoca que o bebe era muito grande e eu nao teria passagem. Mas sera mesmo ? Sabe que no Brasil os medicos adoram operar por causa do $$$ que ganham. Hoje em dia sou meio frustrada, acho ate que a vontade de ter outro filho seria mais pelo fato de poder curtir mais, uma vez que, hoje estou mais madura. Momento indecisao ter ou nao ter eis a questao rsss
Muito bom que voce dividiu essa experiencia conosco e mostra que existem muitas outras opcoes alem das que os medicos oferecem.
February 29th, 2012 at 12:30 am
Oi, Thabata, eu acho que cada experiência é diferente e o que importa é que você e sua filhota ficaram bem e ela está aí hoje linda e saudável. Mas realmente é bom saber que temos opções e que numa eventual próxima gravidez você terá mais opções de parto para escolher do que teve quando tinha apenas 16 anos. Super novinha mesmo. Beijo
March 1st, 2012 at 6:50 pm
Acho que o parto normal, feito em casa, é uma coisa extremamente natural, afinal até pouco tempo atrás era o único que se conhecia, e se fosse tao ruim nao teríamos tanta gente no mundo. Obviamente isso nao serve de argumento para todo mundo sair tendo filho em casa, mas por que ignorar essa opcao? SE, e somente se isso for uma escolha consciente, nao vejo mal algum, é apenas o caminho da natureza. Emergências podem ocorrer tanto em hospital, quanto em casa. Eli, parabéns pela sua escolha, afinal dor do parto é normal, e como você disse, melhor te-la antes e durante o parto que após por dias longos. Ninguém deve esquecer que uma cesárea é uma cirurgia e como tal também envolve riscos. Anestesia peridural nao é nenhum brinquedo também. As escolhas devem ser pesadas e analisadas. Bjs
March 1st, 2012 at 8:49 pm
Eli, super bacana seu processo de se informar e fazer a escolha que achou mais adequada. Embora eu não tenha filhos e ainda não saiba se desejo ter, sempre gostei de saber mais sobre esse assunto e acho que também escolheria o parto em casa. Beijos
March 3rd, 2012 at 2:27 pm
Eli,aunque no nos conocemos personalmente,siguiendo tu post estoy descubriendo una mujer excepcional,con convicciones muy firmes digna de imitar. Te felicito por tu coraje y valentía. Tambien hago corrido esta felicitacion a mi querido primo por acompañarte en decisiones que me imagino no fueron fáciles.- Un beso grande a los tres
March 11th, 2012 at 6:32 pm
Toc, toc, toc, tudo bem por ai?
Bjao
March 13th, 2012 at 2:07 am
Oi, Georgia, agora está tudo bem. Estou voltando aos poucos. Obrigada por perguntar. Beijo
March 12th, 2012 at 6:06 pm
Olá Elaine,a algum tempo descobri o seu blog,não me lembro muito bem como o encontrei,mas desde que comecei a ler,ele me prendeu,sei lá,gostei.
Até então só havia um blog que conseguia me prender dessa forma..
Escreva mais,e mais,e mais!!!!! Estou sempre checando para ver se tem algo novo. Abraço.
March 13th, 2012 at 2:06 am
Oi, Thuani, tudo bem? Que delícia de comentário! Obrigada por me acompanhar e curtir o que eu escrevo. Eu escrevo muita bobeira, mas é que se só falar de coisa séria fica muito chato, né? rs… Beijo
March 21st, 2012 at 7:14 am
[...] contei aqui, eu não quis conhecer detalhes do que acontece na hora do parto porque eu queria que meu corpo me [...]