Aniversário no The Chop House

Saímos ontem à noite para comemorar nosso segundo aniversário de casamento. O aniversário mesmo foi no dia 8 de março, mas como eu estava no Brasil nesse dia só agora tivemos oportunidade de celebrar adequadamente. Jantamos no mesmo restaurante  do nosso primeiro aniversário. Hilária foi minha recusa em vestir um winter coat para não amassar meu xale. Do estacionamento até o restaurante foram só duas quadras de caminhada, mas que frio que eu passei! Meu marido me oferecia o paletó dele e eu só repetia que não queria parecer feia. E fui caminhando devagarzinho porque meus pés estavam me matando naqueles saltos altíssimos. Entrei no restaurante com os pés esfolados e batendo o queixo. Burrice minha, né? Mas o que importa é que a noite foi linda, bebemos, rimos e comemos muito bem. Uma coisa que entre nós já virou tradição é comemorar nosso aniversário de casamento em grande estilo. Porque a gente merece.
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Seguro de jóias

Meu marido há muito tempo vinha me pedindo para colocar minhas jóias no seguro, mas para ser honesta com vocês, eu nem sequer sabia que esse tipo de serviço existia. Comecei então consultando algumas pessoas, como a Camila, em busca de maiores informações sobre o tema. Seguindo algumas orientações dela, entramos em contato com nossa seguradora para ver se eles tinham algum produto a nos oferecer. Evidentemente, cada seguradora possui regras/produtos próprios e a cobertura destes irá depender do tipo de apólice que você tem. No caso do seguro residencial, por exemplo, a maioria das seguradoras cobre apenas parcialmente os itens que estavam dentro da casa no momento do sinistro, isto é, a seguradora irá cobrir itens básicos como eletrodomésticos e mobília, mas não itens de luxo como obras de arte e jóias.

Para proteger esse tipo de coisa nossa seguradora oferece duas opções. Na primeira, uma cobertura de 5 mil dólares é garantida por uma extensão feita na apólice de seguro residencial já existente. Você precisa enviar para seu agente fotos de suas jóias e fazer uma descrição detalhada de cada uma delas. Nessa opção, suas jóias podem valer mais ou menos de 5 mil dólares, essa cobertura significa apenas que em caso de sinistro você terá ressarcido ao menos uma parte do valor de suas jóias. Na segunda opção, uma apólice de seguros específica é adquirida e o valor de cobertura só é determinado depois de suas jóias terem sido avaliadas por um ourives, que é quem estabelecerá o real valor de cada uma delas. Nessa opção, você alcança proteção total de suas jóias e em caso de sinistro o valor integral delas lhe será ressarcido.

Essas coberturas são válidas para qualquer item de luxo que você tiver e desejar proteger. Não há opção melhor ou pior e sim aquela que melhor se ajusta às suas necessidades e ao seu bolso.

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Cara de pobre

Entro em uma joalheria em Vitória. Meu marido e meu sobrinho estão comigo mas aguardam do lado de fora. Estou toda largada: bermuda, sandália rasteira e camiseta velha de algodão. Nem um pingo de maquiagem na cara. A vendedora está sentada checando notas fiscais. Levanta os olhos quando entro mas permanece sentada. Digo o que fui fazer ali. Ela responde de má vontade e continua a conferir as tais notas fiscais. Desconfiada de que a razão para aquele desinteresse todo era a forma como eu estava vestida, resolvi testá-la e mencionei que meu marido adorava me dar jóias de presente.

Na mesma hora a criatura parou o que estava fazendo e pela primeira vez desde que entrei na loja pareceu prestar atenção em mim, mencionou as novas coleções lançadas e perguntou toda simpática se eu não queria dar uma “olhadinha” em nada. Respondi que não e fui embora indignada. Bem-feito para a vendedora otária que por me julgar pela aparência acabou perdendo a oportunidade de receber uma bela comissão!

Se tem uma coisa que eu detesto no Brasil é essa discriminação por classe social e aparência. Qual é a solução para enfrentar preconceituosos como essa vendedora? Sair pelas ruas, debaixo de 40 graus Celsius, vestida como a madrasta da Cinderela só para não correr o risco de ser mal atendida? Que gente ridícula! Já aconteceu algo parecido com vocês?

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Meu colar de pérolas

 

Ganhei do meu marido, de aniversário de casamento, esse colar de pérolas de duas voltas com o qual eu sonhava há muito tempo e que agora irá fazer par com uns brincos de peróla e diamantes que ele me deu no nosso aniversário de casamento civil em 2008. Por eu já haver gastado um dinheirão com jóias no Brasil, falei pra ele que não precisava me comprar outras jóias este ano, mesmo assim ele foi lá e me fez essa surpresa maravilhosa e totalmente inesperada. Não vejo a hora de estrear meu colar novo no nosso jantar de aniversário! Meu marido é incrível, não esquece uma data, faz questão de comemorar absolutamente tudo e sempre me presenteia com coisas lindas (independente do preço que pagou por elas). Estou ficando mal acostumada com tanto mimo. rs
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Na minha casinha

Cheguei aos EUA ontem de madrugada, mas em casa mesmo só aportei no final da tarde porque eu vim por Chicago, tive consulta com meu cirurgião em Grand Rapids e depois ainda passamos no supermercado para abastecer a geladeira vazia. Como eu não me canso facilmente, aguentei bem o tranco o dia inteiro, mas na hora do jantar o cansaço bateu tão forte que eu comi com a cara enfiada no prato. Cheguei cheia de coisas para fazer, mas estou contente por estar de volta. Casa de mãe é uma delícia, mas não tem nada igual a casinha da gente. Minhas sete semanas no Brasil foram restauradoras. Curti muito minha mãe e meu sobrinho, só encontrei quem eu quis e passeei nada porque com todo mundo trabalhando e seguindo com sua rotina ficava muito difícil programar algo. 

Muita gente me perguntou se achei algo diferente ou estranho no Brasil após ficar um ano e meio sem ir lá. Achei tudo igual e no segundo dia era como se eu jamais tivesse saído do país e passado tanto tempo fora, da mesma forma que no segundo dia aqui eu já nem lembrava mais do Brasil. Comigo funciona assim, quando estou aqui esqueço de lá, quando estou lá esqueço daqui. Não sinto nostalgia nenhuma.

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Cirurgia de ptose

Entrei na faca de novo. Desta vez para corrigir uma ptose palpebral (pálpebra caída). A ptose palpebral pode tanto ser de origem congênita quanto adquirida e os tratamentos para o problema são vários, entre eles a cirurgia de pálpebra. No meu caso particular a ptose foi provocada por inúmeras infecções que tive nos dois olhos no decorrer da minha infância e adolescência. O problema estagnou na fase adulta mas aí a ptose já havia se instalado, por isso a cirurgia foi a mehor indicação para o meu caso. Embora eu tivesse ptose nos dois olhos, o problema era bem mais acentuado no olho esquerdo, justamente o olho que foi mais afetado pelas infecções. Meu quadro, mesmo assim, era considerado leve. Já nos casos mais graves de ptose palpebral pode ocorrer até o comprometimento da visão. A cirurgia, que é bem rápida e simples, tem o objetivo de elevar a pálpebra permitindo uma maior abertura do olho. A anestesia é local e a alta geralmente acontece no mesmo dia. O pós-oporatório também é bem tranquilo, apesar do inchaço e dos hematomas que incomodam nos primeiros dias. Retirei ontem os pontos da cirurgia e na sexta-feira tenho consulta com o cirurgião para uma reavaliação. É bom saber que agora não parecerei mais caolha nas fotos. rs
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Calor e reencontros

Ainda estou no Brasil e o calorzão por aqui continua insuportável. Não fiz nada de muito significativo até agora porque esse calor maledeto me desanima de tudo. Odeio botar minha cara no sol. Em compensação, tenho passado muito tempo com minha mãe e meu sobrinho. Como umas três goiabas por dia e bebo baldes de suco de maracujá bem azedo. Caminho com minha mãe todas as manhãs, como nos velhos tempos. Reencontrei apenas uma amiga e estou na expectativa de reencontrar outra. Acham pouco? Para mim está ótimo porque elas são as únicas pessoas de fora da minha família que eu realmente queria reencontrar. Março chegando e com ele meu aniversário e os dois anos do meu casamento. Como faço todos os anos, presenteei a mim mesma com jóias. São lindas. Tenho uma lista enorme de e-mails e comentários para responder e tenho tentado fazer isso na medida do possível, daqui mesmo, mas não dá para responder todos no tempo que eu gostaria. Esses deixarei para responder quando eu já estiver de volta aos EUA.

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Boas e más maneiras ao redor do mundo

O site How Stuff Works: Como Tudo Funciona listou 13 exemplos de boas e más maneiras ao redor do mundo que refletem as diferenças culturais entre povos. 

1 – Comeu bem? Então arrote!

Na China, em Taiwan e em boa parte do Extremo Oriente, o arroto é considerado um cumprimento ao chefe de cozinha – e indica que a pessoa comeu bem e apreciou a refeição.

2- Cuidado com os pés.

Na maior parte do Oriente Médio e do Extremo Oriente é considerado um insulto apontar os pés para outra pessoa – especialmente a sola do sapato, que jamais deve ser mostrada. Nunca se devem colocar os pés para cima.

3- Mais do que um pedaço de papel.

Na maioria dos países asiáticos o cartão de visitas é visto como uma extensão da pessoa. Daí que dar pouco valor ao cartão – dobrando-o, escrevendo nele ou guardando-o sem olhá-lo com atenção – equivale a desrespeitar quem o ofereceu.

4- Saindo do aperto.

É meio estranho um aperto de mãos mole – dá a impressão de pouca disposição por parte de quem cumprimenta. Só que em boa parte do Oriente – e em particular nas Filipinas – um aperto de mão mais forte, daqueles de esmagar os ossos, é entendido como uma agressão, equivalente a apertar qualquer outra parte do corpo.

5- Guerra dos sexos.

Judeus ortodoxos não apertam as mãos de mulheres, e muçulmanas fervorosas não apertam as mãos de homens. Para tornar tudo mais complicado, um homem muçulmano aperta as mãos de uma mulher que não seja muçulmana. Mas no geral as pessoas desses dois grupos evitam tocar em pessoas do sexo oposto que não sejam de suas famílias.

6- Em pratos limpos.

Num jantar na China nunca tente limpar o prato para dar mostras de boa educação. Quem oferece o jantar pode ser visto como rude se não se mantiver enchendo seu prato. Para demonstrar o reconhecimento pela generosidade de seu anfitrião, deixe um pouco de comida a cada prato servido.

7- Dá um dinheiro aí…

No Japão e na Coreia as gorjetas são consideradas um insulto, e não um cumprimento. Para japoneses e coreanos tradicionais aceitar gorjeta equivale a mendigar – mas isso já começou a mudar, graças à maior presença de ocidentais com seus costumes.

8- Contando nos dedos.

O sinal de OK, com o indicador e o polegar fazendo um círculo e os outros dedos levantados, é bem aceito nos EUA, mas na Alemanha e na maior parte da América do Sul é visto como uma das ofensas mais graves – mandar o sujeito tomar naquele lugar… Já na Turquia o gesto equivale a chamar alguém de homossexual. No Brasil o OK vem ficando cada vez mais OK, com a adoção do gesto americano, feito só com o dedo médio para cima.

9- Paz e guerra.

No Reino Unido, o V de vitória, usado também como símbolo da paz, vira convite para uma briga se for feito com a palma da mão virada para dentro. É o mesmo que o OK que não é OK, ou o dedo médio mostrado para quem se quer ofender.

10- Mão boba.

Na Grécia é extremamente ofensivo fazer qualquer sinal que mostre as palmas das mãos abertas. Não se deve acenar mostrando a palma da mão, nem levantar a mão aberta para faze alguém parar. Para dar tchau na Grécia é preciso apontar a palma da mão para dentro, como faz a família real…

11- Pés descalços.

No Japão e em outros países da Ásia – e também em alguns da América do Sul – é obrigatório tirar os sapatos ao entrar na casa de alguém. E na Europa é de bom-tom perguntar se é melhor tirar os sapatos. Não há segredo aqui – é só uma questão de limpeza.

12- Chiclé fora da lei.

Muita gente acha feio mascar chiclé. Na França, na Suíça e em Luxemburgo isso é visto como algo vulgar. E Cingapura vai além de muxoxos – lá é ilegal mascar chiclé desde 1992, quando o povo se cansou de ter que raspar da calçada a goma mastigada e cuspida.

13- De canhota.

Na maioria dos países árabes a mão esquerda é considerada suja, o que torna extremamente grosseiro usá-la para cumprimentar alguém – tanto com um aperto de mãos quanto acenando. Também é falta de educação passar comida para alguém usando a mão esquerda. O motivo? No deserto, sem papel higiênico, as pessoas se limpavam com a mão esquerda. Como não havia água para lavá-la depois, a sujeira era removida na areia. Enquanto isso, a mão direita era mantida sempre limpa.

Que outras observações vocês acrescentariam a essa lista?

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Calor e goiaba

Uma semana no Brasil e já me sinto completamente renovada. Está tudo uma delícia. O único senão da viagem até agora é esse maldito calor que está fazendo em Vitória. É sol na cara o dia inteiro, sem trégua. A coisa está tão braba que esperei dois para sair de casa porque estava sentindo muita fraqueza e indisposição. Meus dedos, pés e pernas ficaram super inchados e só penso em fruta, suco e água. O resto está maravilhoso. Estar perto da família é priceless.

O marido, em compensação, não perdeu um segundo dos quatro dias que ficou em terras capixabas: fez um tour pela cidade com meu irmão; foi ao centro da cidade comigo; viu um show de funk na praça; andou de buzão várias vezes; foi a praia duas vezes; brincou com meu sobrinho; comeu açaí na tigela, torresmo, moqueca capixaba (nada a ver com a moqueca baiana) e pirão, maracujá, banana verde frita, pimenta malagueta, frango ensopado, costelinha de porco, maxixe, goiaba, picolé de goiaba, coxinha de frango, bolinha de queijo, pão de queijo, queijo minas, esfirra de carne; tomou suco de goiaba, maracujá e acerola, água H2O e baldes de guaraná (que ele só chama de Guaraná juice). De tudo que experimentou adorou tudo, menos açaí. Também detesto.

Ele foi embora eu continuo por aqui por mais umas semaninhas. Muita gente me perguntou se vou a praia. Gente, acho que eu tinha uns 14 anos quando fui a praia pela última vez. Poucas coisas na vida me irritam mais do que sol e calor, então praia pra mim é o típico programão de índio, não vou mesmo. Esse clima só agrada mesmo a quem gosta de sol e como este não é o meu caso, decidi que Brasil no verão nunca mais.

Ah, já comi muita goiaba, viu, é goiaba todo santo dia, cara.
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