Ruim por natureza

Fiquei horrorizada com a história pavorosa do garotinho que teve dezenas de agulhas colocadas no corpo pelo padastro. Chorei baldes após ler uma entrevista com o fascínora admitindo ter tentado matar o enteado para se vingar da mãe dele. Como uma vida inocente pode de repente ter se tornado tão banal? Como alguém é capaz de tamanha crueldade contra um anjinho desse e, pior de tudo, por pura vingança? Esse padastro é um monstro. Não é louco, não estava com “o diabo no corpo”, é só uma criatura da pior espécie, o psicopata clássico! Fala que está arrependido, mas isso todos eles falam. Ele sente apenas por si mesmo, por ter sido desmacarado, por ter sido preso. Nunca vou cansar de me revoltar com crimes dessa natureza. Nem quero. Porque o dia que isso acontecer eu terei perdido toda minha humanidade neste mundo já tão saturado de pessoas insensíveis.

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Não sou artista

Presentear é bom, ser presenteado é melhor ainda e chega esta época do ano a gente se empolga comprando presente para todo mundo, inclusive para si mesma. Chato mesmo só a parte de embrulhar os presentes. Lá em casa minha irmã sempre ficou incubida dessa tarefa porque além de professora ela é artista plástica e consegue em dois minutos um resultado lindo que eu nem em meia hora consigo obter. Sou um fracasso em tudo que envolve arte e trabalhos manuais.
Tive a maior dificuldade para embrulhar os presentes para meu marido e para piorar não consigo manusear uma tesoura direito porque sou canhota e o resultado foi um papel todo picotado e torto nas bordas. Aos trancos e barrancos concluí a empreitada virando para a parede a parte mais feia dos embrulhos. Não que a parte da frente tenha ficado melhor (rs). Agora espero que ele fique tão empolgado com os presentes que nem repare nos embrulhos mal feitos. Se bem que ele não pode reclamar porque um dos presentes que comprou pra mim está tão mal embrulhado que dá pra ver o durex aparecendo nas bordas (rs). O que vale é a intenção, né?
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Folgados no supermercado

Hoje fui ao supermercado e novamente me irritei com a falta de educação das pessoas. Quer me matar é chegar ao estacionamento e não poder estacionar meu carro porque a vaga já está ocupada com um carrinho deixado lá por algum cretino preguiçoso ou ao retornar ver que um carrinho desgovernado bateu no meu carro porque um sem-noção o abandonou ao sabor do vento. Outra coisa que me tira do sério é ficar mofando na fila porque não há embalador e a pessoa na minha frente em vez de ir embalando suas compras fica lá parada igual um poste esperando o caixa fazer isso. Aí a fila demora para andar porque o caixa não pode embalar as compras do cliente preguiçoso e ao mesmo tempo passar as compras do próximo na fila. Caramba, custa embalar suas próprias coisas na falta de um embalador? Também fico o veneno quando o supermercado está lotado e numa gôndola apertada topo com um carrinho bloqueando o caminho porque a pessoa está tagarelando ao celular, batendo papo com a vizinha ou tentando equilibrar cinco crianças mal-criadas dentro de um carrinho cheio de tranqueira. Mas que raio de povo folgado!

Se as pessoas tivessem um mínimo de respeito umas pelas outras essas coisas não aconteceriam.
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Quanto mais closets melhor

Uma coisas que  contou muito na nossa decisão de comprar esta casa foi o número de closets que ela oferecia. Para uma pessoa obcecada com organização como eu ter montes de closets à disposição é algo absolutamente obrigatório. Nada melhor do que ver que todas as suas coisas têm um lugar determinado na casa, que nada é provisório nem está ocupando o lugar que seria para outra coisa e que ainda te resta mais espaço para no futuro você preencher com o que quiser.

O que concluí da minha experiência pessoal é que o número de armários disponíveis em uma casa está muito mais relacionado ao layout da propriedade do que ao seu tamanho propriamente dito. Na nossa busca por casa vimos casas gigantes que tinham poucos closets ou closets muito pequenos enquanto nossa outra casa (que é bem menor do que esta) tem uma boa quantidade deles. No fim das contas, um espaço pequeno mas inteligente às vezes pode funcionar melhor para você do que um enorme porém sem funcionalidade nenhuma.

Minha dica para quem pretende comprar um imóvel é não negligenciar a importância que os armários exercem em uma casa. No começo a gente olha e acha que pode “dar um jeito”, enfiar uma coisa aqui, outra ali, apertar lá. O tempo passa, suas necessidades mudam, você compra novas coisas, tem filhos, daí se dá conta de que não tem mais espaço para nada e descobre do pior jeito o quanto a falta de armários pode afetar sua vida cotidiana. É preciso ter um pouco de visão de futuro e principalmente planejar, calculando se o espaço que você tem hoje será suficiente para sua família amanhã.

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Just soup for me

Ontem o cirurgião me informou que terei de ficar oito semanas (e não quatro como eu havia pensado) sem comer sólidos. Isso significa que terei de cancelar a minha ceia de Natal. Fiquei arrasada. Eu estava organizando uma ceia cheia das frescuras que eu adoro, comprei um monte de louças lindas, o peru, o tender, as bebidas, defini o menu, selecionei as receitas, escolhi a decoração da mesa e aí recebo a notícia de que assim como no Thanksgiving terei de me contentar com um prato de sopa no Natal. Estou chateada.
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Guerras não são necessárias

Como tiveram a coragem de dar o Nobel da Paz para um cara que diz que a guerra às vezes é necessária? A guerra nunca é necessária, a não ser para aqueles que acham que em nome de “uma causa” se torna justificável matar outros seres humanos. Curioso é que os mísseis, as bombas e as armas de destruição em massa costumam atingir somente inocentes que nada têm a ver com o conflito. Os bad guys, por outro lado, quase sempre escapam ilesos. Cadê Osama Bin Laden? Esse segue incapturável. Agora, vá perguntar às crianças vítimas da guerra (uma guerra que elas não pediram nem compreendem por que existe) o que elas pensam disso tudo. Pior mesmo é ter de escutar esses “líderes” cuspirem palavras bonitas (porém vazias de significado) na tentativa de justificar suas atitudes belicistas. A desculpa mais esfarrapada que dão é a de que a guerra representa “a luta pela libertação de um determinado povo”. Nossa, como é que eu não me dei conta disso antes? Mas é tanta bondade no coração desses caras, né? Seria cômico se não fosse trágico. Esse Prêmio Nobel é uma piada!
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Árvore de Natal 2009

Terminamos de decorar nossa árvore de natal ontem. Tarde da noite, um frio do cão, a neve caindo pesada do lado de fora e a gente na ralação. Fora que quando terminamos eu tive de aspirar toda a sujeira que ficou no chão. A sujeira para mim é a única desvantagem do pinheiro de verdade em vez relação ao falso. Dá trabalho, mas no final é super gratificante.
Usamos mais de 600 luzes, entre coloridas e brancas, além de um catatatu de bolas vermelhas e douradas para dar conta da árvore gigante. Só para vocês terem uma noção do tamanho do pinheiro, meu marido tem 1,93m e ela é ainda mais alta do que ele. Para colocar o laço no topo ele teve de subir numa cadeira. Haja ornamentos!
Os outros enfeites são os mesmos que usamos no ano passado e alguns deles estão na família há 40 anos, dá pra acreditar? Sou especialmente apaixonada pelos bonequinhos de madeira, que deram o toque final na nossa decoração. Que eles durem outras quatro décadas. O próximo passo é enviar os cartões de natal para a família e pôr os presentes debaixo da árvore.
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Compras de Natal

Este ano resolvi comemorar o Natal em alto estilo. Comprei louças novas, toalha de mesa e guardanapos de tecido novos, decoração nova da mesa e decidi preparar eu mesma a ceia inteirinha, nada de congelados nem molhos prontos, vai ser tudo feito por mim. Trabalheira danada, né, mas eu sei que vai valer a pena. Só a sobremesa que vou comprar pronta porque, honestamente, não tenho interesse nenhum em aprender a preparar doces. Semana passada compramos o peru, o tender e os vinhos. A árvore de Natal só compramos hoje. Preferimos o pinheiro de verdade, que além de mais bonito que o de plástico deixa um cheirinho delicioso na casa. Compramos uma árvores enorme, ainda maior que a do ano passado, que já era grande. Amanhã vamos decorar a árvore, mas já percebemos que os enfeites que temos não serão suficientes este ano e teremos de comprar mais. Natal não é uma delícia? A gente gasta uma dinheirama, trabalha pra caramba e depois morre de tanto comer. Mas mesmo assim eu adoro.

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Está tudo muito bem

Minha recuperação vai indo incrivelmente bem, até o cirurgião ficou impressionado. Minha cara está desinchando rápido e já voltei a dirigir e sair de casa. Continuo tomando os medicamentos para dor e eles dão muita tonteira. A náusea foi controlada com remédio. A dor de ouvido passou junto com a gripe. Comer permanece meu maior desafio, só me alimento de sucos e sopas, ma tem de ser sopa líquida porque mastigar está proibido. Tecnicamente eu poderia tomar sorvete e comer sobremesas pastosas, mas se eu antes já não era chegada a doces, agora sou menos ainda. Só tenho apetite para comida de verdade. Ainda não sinto o lábio inferior e o queixo, por isso faço a maior sujeira quando como. Também não consigo abrir a boca como antes e tomo minhas sopas com uma colher de sobremesa. Na metade do prato fico cansada pelo esforço de abrir a boca para enfiar a colher. 

Também melhorei muito do transtorno bipolar. O Lítio e a Risperidona fizeram uma enorme diferença na minha qualidade de vida. Não estou mais com medo de sair de casa nem meu coração dispara quando chego em um lugar cheio de gente. Voltei a ir lá fora para checar a caixa do correio e ir ao supermercado sozinha. Não tenho mais chorado nem pensado em morrer. Sigo o tratamento com o psiquiatra e também a psicoterapia, que tem me ajudado imensamente. 

Neste momento, meu maior desafio é aprender a viver essa minha nova realidade. Para quem tem o que eu tenho é muito estranha a sensação de um dia acordar e não querer estar morta. Os altos e baixos do meu humor diminuíram drasticamente e isso é absolutamente novo e estranho para mim. Falei para o psiquiatra que não estou me reconhecendo e não sei o que fazer da minha vida agora. Quando você tem pensamentos suicidas frequentes para de fazer planos para o futuro. Com a medicação, os pensamentos mórbidos foram controlados. 

A vida pode parecer insuportavelmente longa para quem sempre acreditou que ia morrer cedo. Eu deveria estar feliz com essa melhora. E estou. São novas perspectivas para o meu futuro e isso é um pouco assustador para mim, afinal, foram anos de de altos e baixos. Agora que estou bem parece que eu não sou eu, que essa melhora é artificial e dá um pouco de vontade de voltar a ser aquela Eliane maluca de antes, a única que eu conheço. 

A doença transforma sua vida num inferno, mas é um inferno que você conhece. Quando você se trata, a vida melhora, claro, mas você não sabe o que fazer com ela, porque é inteiramente nova. O psiquiatra disse que essa é uma das principais causas de abandono do tratamento por bipolares. Quando melhoram, eles têm dificuldade em se ver na pele dessa nova pessoa, sem os altos e baixos próprios do distúrbio. A terapia tem me ajudado a aderir ao tratamento e controlar esse desejo de parar com a medicação

No momento, é meu marido quem me dá os remédios e acho que se não fosse assim eu já teria sabotado o tratamento. Prometi a ele e a minha mãe que não vou mais parar, mas confesso que sem o apoio deles eu teria muita dificuldade em continuar porque é um esforço imenso. Meu marido já percebeu que estou diferente, meu médico também. Em outras palavras, não apenas eu como todos que convivem comigo têm se beneficiado da minha melhora. Só tenho de manter isso.

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Black Friday Day

Sexta-feira passada rolou aqui o Black Friday Day, um dia de super descontos promovidos por inúmeras lojas e que acontece todos os anos após o Thanksgiving. As promoções são tão boas que há quem vare a madrugada em filas enormes na esperança de conseguir um hot deal. Eu não durmo em fila nenhuma, mas adoro uma boa pechincha e sexta-feira saí à caça de um casaco de inverno para o dia-a-dia. Todos os que encontrei custavam mais de 250 dólares – isso porque estavam na promoção, imagem sem! Meu marido ficou dizendo que o preço era esse mesmo, que eu não ia encontrar nada mais barato do que isso, mas ele não me convenceu. Nunquinha que eu pagaria 250 pilas num casaco para uso cotidiano. Resolvi então bater perna e não é que domingo encontrei em outra loja um casaco idêntico ao da loja cara que saiu por menos de 80 doletas? Adoro essas super pechinchas!

Tão vendo só como vale a pena pesquisar e não comprar por impulso?

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